Teoria das Restrições: UltraFast + Exercício

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Brevíssimo Histórico

A Teoria das Restrições ou Theory Of Constraints (TOC), vem do pensamento de Eliyahu Goldratt ao tentar otimizar suas linhas de produção, após ler e refletir muito sobre Lean Manufacturing, teorema de pareto, entre muitas outras idéias.

Ao invés de ver a cadeia da produção como uma junção de vários processos, ele vê toda ela interligada e interdependente, direcionada e definida pela “meta” da empresa (nome do livro que divulgou sua teoria mundo afora), tornando possível traduzir todos os processos em função desta meta comum e assim encontrar onde estão as “restrições” da cadeia produtiva e otimiza-la como um todo.

A Meta e suas restrições

Antes de seguirmos para o processo de otimização, é essencial identificarmos qual a meta global do sistema a ser otimizado e quais serão as medidas para verificarmos como as mudanças ou ações nos subsistemas afetam esta meta global.

Então as restrições do sistema são as coisas que impedem um sistema de atingir um desempenho maior em relação à sua meta. Qualquer sistema tem bem poucas restrições, porém tem que ter pelo menos uma restrição senão seus lucros seriam infinitos.

5 regras para Otimização

1. Identificar a(s) restrição(s) do sistema.

2. Decidir como explorar a(s) restrição(s) do sistema.

3. Subordinar tudo o mais à decisão acima.

4. Elevar a(s) restrição(s) do sistema.

5. Se num passo anterior uma restrição foi quebrada, volte à primeira etapa, mas não deixe que a inércia cause uma restrição no sistema.

1. Identificar a restrição do sistema.

Numa fábrica haverá sempre um recurso que limita o seu fluxo máximo , assim como numa corrente há sempre um elo mais fraco. Para poder aumentar o desempenho do sistema ou a resistência da corrente, é necessário identificar o elo mais fraco. Numa fábrica, o recurso que estabelece o fluxo máximo é chamado de Recurso com Restrição de Capacidade (RRC) .

2. Decidir como explorar a restrição do sistema.

O recurso que limita o desempenho da fábrica já foi identificado. Agora precisamos tirar o máximo possível dele. Qualquer minuto perdido nesse recurso é um minuto a menos no nível de produção de todo o sistema, então precisamos garantir que sempre haja um estoque de segurança na frente da restrição para que ela não pare.

3. Subordinar tudo o mais à decisão acima.

Os outros recursos devem trabalhar ao passo da restrição, e não mais rápido ou mais devagar. Eles não podem deixar faltar material para a restrição trabalhar, pois assim ela pararia e o desempenho do sistema seria afetado negativamente. Por outro lado, os recursos não-restrição não devem trabalhar mais rápido que a restrição, pois não estariam aumentando o nível de produção da linha, estariam apenas aumentando o nível do estoque em processo.

4. Elevar a Restrição do Sistema.

No segundo passo nós tentamos tirar o máximo da restrição. Nesta etapa consideramos as várias alternativas para investir mais na restrição: mais turnos, mais um recurso idêntico em paralelo, bom isto não tem fim… certamente irá ocorrer é que resolvendo uma retrições novas restrições irão surgir, sim é isto mesmo, portanto chegamos ao próximo passo.

5. Se num passo anterior uma restrição foi quebrada, volte à primeira etapa, mas não deixe que a inércia cause uma restrição no sistema.

A preocupação aqui é com toda a cultura e política empresarial, pois o mais comum é que, mesmo que intuitivamente, das restrições derive várias das políticas empresariais. Quando uma restrição é quebrada temos que revisar as regras e processo, inclusive políticos dos nossos sistemas.

Com este processo fixamos o foco e esforços nos poucos pontos de um sistema que determinam seu desempenho (nas suas restrições), e assim podemos melhorar significativamente seu desempenho no curto prazo.

Aprenda praticando: PQ Game

Quer realmente aprender sobre TOC?

  • The Goal” – Eliyahu Goldratt
  • What is this thing called Theory of Constraints, and how can it be implemented?” – Eliyahu Goldratt
  • Breaking the Constraints to World Class Improvement” – Dettmer
  • Manual da Teoria das Restrições” – Cox e Spencer
  • Introduction to The Theory of Constraints.” – McMullen
  • Ah… Preguiça Produtiva… Foco no que importa!

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    Acho que sempre valorizei o poder do foco, o da total atenção com o que importa. Sem medo de descartar (temporariamente ou não) o que não agrega à tarefa em mãos.

    Sempre tentando fazer meu trabalho direito e com muita vontade de ficar em casa no resto do dia, meus esforços tem surtido efeito: estou chegando em casa no horário e sem levar o trabalho para casa! Ainda não tinha me tocado exatamente como, mas eu estava fazendo. Em meados de 2009, ao participar do Seminário de Gerenciamento de Projetos do PMI em São Paulo, vi uma apresentação de um tal de Peter Taylor, entitulada: “The Lazy Project Manager”, era aquilo, havia encontrado o elo perdido!! O cara colocou em palavras e práticas aquilo tudo.

    Bom, vamos ao que interessa… mas para manter a tradição irei fazer por partes, para não saturar ninguém…(ou por preguiça mesmo, rsrsrs).

    O Princípio da Preguiça Produtiva

    Adaptado do original de Peter Taylor “Productive Laziness

    A muito tempo atrás num reino muito, muito distante (de fato era na Suíça), um homen chamado Vilfredo Pareto havia detectado em 1906 que 80% das propriedades na Itália pertenciam a apenas 20% da população. Esta simples observação foi generalizada por Joseph M. Juran e transformou-se no “Princípio de Pareto”, o qual dizia que:

    “Na maioria dos fenômenos, 80% das consequências são produzidas por 20% das causas”

    Muitos utilizam este princípio (também conhecido como regra do 80/20) dizendo que uma solução está dentro da regra dos ’80/20′ só porquê ela resolve 80% dos problemas, porém para isto estar realmente correto a solução que resolve 80% dos problemas deverá gastar 20% dos recursos, aí sim estaremos condizentes com o princípio de pareto.Então 20% dos clientes são responsáveis por 80% do volume de vendas? Pode ser uma aproximação, mas deve estar perto e este tipo de aproximação ajuda enormemente em futuras tomadas de decisão. A regra do 80/20 se aplica a uma diversidade de coisas mundanas: provavelmente vc veste 20% das suas roupas 80% do tempo ou passa 80% do tempo com 20% dos seus conhecidos e por aí vai.

    Provavelmente a regra do 80/20 deve ser usada por toda preguiçosa, mas esperta, pessoa em sua vida cotidiana. O valor do princípio de Pareto para o Gerente de Projeto é lembrar-se de FOCAR seus esforços nos 20% que importam ao projeto. Aqueles 20% que produzem 80% dos seus resultados.

    Então, este é o real esforço: identificar e focar nestes assuntos durante seu dia de trabalho, dizendo “não” (respeitosamente, por favor) ao resto.

    Pode parecer simples, mas não é! Exige paciência, comprometimento, ousadia, uma boa dose de experiência (para evitar armadilhas) e ler a teoria do nosso amigo Peter Taylor!! (detalhe para a música Lazy do Deep Purple que toca ao fundo do site…!!)

    Com calma e exercitando o foco, você com certeza (assim como eu) irá desfrutar das inúmeras vantagens e do valor agregado da Preguiça Produtiva

    Abraços e depois tem mais…

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