Infelizmente nada de novo foi abordado nestes 2 dias, nenhuma conclusão ou experiência inovadora, nenhum projeto com metodologias revolucionárias ou realmente incendiárias… nadinha! Não precisei nem me perguntar pq, simplesmente seguindo a conclusão sobre “inovação” que levamos em paralelo do congresso a conclusão fica óbvia. Então vamos a ela.
Quando a maioria fala em “projetos inovadores” na verdade fazem referência a projetos que tem como resultado produtos ou serviços inovadores. Existem excessões, mas reflitamos, um “projeto” inovador deveria ser por definição um projeto que trouxesse alguma novidade no modo de se gerenciar.
Acredito que isso ocorras, sabe quando? Quando estamos adaptando processos ou metodologias (as vezes largamente usadas) para as realidades de nossas empresas.
Exemplo: a primeira vez que foi utilizada Corrente Crítica ou Scrum por alguma empresa.
A partir do momento que transformaram isso em “modos de se operar” a inovação em projetos acabou, correto? (aberto a discussões).
Outro pode dizer:” sempre temos que adaptar nossos projetos para cada um de nossos produtos inovadores, então sempre geramos projetos inovadores.”
Perguntas: Qual o custo de se fazer produtos inovadores então? Os custos de criar novas metodologias a todo novo produto está incorporado? Vale a pena? Como este processo está sendo medido?
Entram aqui os “métodos ágeis”, que nada mais são que processos mínimos, com o menor impacto documental e grande maleabilidade para se adaptar a este tipo de projeto, projetos que geram produtos inovadores, que necessitam de entrada rápida no mercado, agregam alto valor tecnológico se comercializados no timming correto, que não possuem precedentes para termos análises de cases, altas incertezas, requisitos com alto indíce de mudança ao longo do projeto, etc, etc, etc.
Acho que posso dizer então que:
“De fato estamos trabalhando com “resultados inovadores”, não com “projetos inovadores” e procurando por metodologias mínimas altamente adpatáveis para que a criação da cultura de gerenciamento de projetos seja introduzida rápida e facilmente, sem trazer mais incertezas no projeto.”
A partir do momento que saímos da esfera da super novidade (pesquisas e análises de viabilidades, prototipagem, projetos em menor escala, etc) podemos então levar estes projetos para a “linha de produção” e após estes passos, aumentar o poder de monitoramente e controle, já partindo para otimizações dos processos anteriormente “inovadores”.
Isto tudo combina com a discussão que tivemos sobre a então maturidade do PM no Brasil, atualmente girando em torno de 1,8 (OPM3).
No fundo adotar “qualquer” atitude de gerenciamento de projetos e caminhar para o controle pleno é um ato comun de maturidade corporativa, e é isto que está sendo exigido dos projetos “inovadores”. Imaginando cada um como uma pequena empresa, eu vejo a mesma lógica sendo aplicada em ambos os casos.
E no caso de projetos tão curtos que nunca conseguem entrar na “linha de produção” (meu caso específico)?
Pensando cada um deles como se fossem empresas novas onde estaríamos sempre começando um processo de maturidade gerencial e nunca atingindo o seu fim, portanto, precisamos de um modelo de rápida absorção, que conte com GPs altamente motivados e capazes e equipes dinâmicas com facilidade de aprendizagem (e quem sabe treinamento de conceitos básicos de GP, seria uma boa?).
A idéia central em torno de técnicas ágeis seria “não temos tempo para preencher papéis!”.
Particularmente sou um control-freak e gerencio minha equipe com métodos de scrum adaptados ao pmbok tradicional. Mas tenho que admitir que a força do PM nestas estrutras tem que ser muito forte e altamente amparada pelo sponsor e pela própria estrutura gerencial.
Ferramentas interativas que facilitem a vida dos desenvolvedores não podem ser economizadas! Estas mesmas irão fomentar o PM com a base de dados estatísticos para o controle do projeto.
Muitas vezes imagino que a idéia utópica de “sem papel e sem planejamento” (parecido com seu lenço e sem documento.. pq será?) seja uma muleta em que são apoiados muitos projetos por simplesmente serem “complexos” de serem mapeados.
A questão de seguir uma “baseline” e atrelar o sucesso do projeto aos deliverables intermediários deve ser abandonada, isso não somente métodos ágeis propões como tb a visão holística de projetos, portanto, nada demais. Vamos somar oq é bom para cada necessidade!!
Lembrando que PMBOK tb não é metodologia e sim um conjunto de boas práticas, use-as conforme a necessidade e em caso de seus problemas não terem sido resolvidos procure um PMP (com experiência) mais próximo!!
Sobre o congresso. Acabou… infelizmente nada inovador!!